segunda-feira, 17 de novembro de 2025

DR SIDNEY NO CONTRA-ATAQUE DO MARQUETEIRO


A edição da última sexta-feira do jornal impresso veio estampada com a seguinte manchete de capa: “Dr. Sidney vota contra cotas para negros”. Vê-se que a manchete não foi favorável ao parlamentar e buscou colocar a comunidade afro-brasileira local contra o vereador.  Mas por que o Dr. Sidney foi objeto de manchete de capa do jornal?

É porque o Dr. Sidney ousou fazer o que ninguém, absolutamente ninguém, fosse órgão de imprensa, fosse vereador, fosse político de oposição, etc,  havia feito até o momento: expor as imagens do interior do pretenso Hospital Santa Madalena, o maior escândalo político-administrativo da história de João Monlevade.

As novas gerações não sabem, mas aquele prédio que atualmente abriga a Secretaria de Saúde do Município foi num passado recente o muito bem localizado e estruturado terminal Rodoviário de João Monlevade, até que o ex-prefeito radialista resolveu retirar a Rodoviária de lá e improvisar naquele edifício um pretenso hospital de cem leitos, ao custo na época de muito mais de 22 milhões de reais. O pretenso hospital de cem leitos nunca saiu do papel e o resultado foram sucessivas perdas para o Município.  Monlevade perdeu uma excelente Rodoviária, perdeu o PA municipal, que uma vez transferido para lá, teve de ser desativado,  perdeu muito mais de 22 milhões de reais em recursos públicos da saúde, etc. Hoje aquele prédio é sede da Secretaria de Saúde, como já mencionado, e abriga algumas unidades da pasta, funcionando sem o devido alvará sanitário, porque a obras milionárias de adaptação do antigo terminal rodoviário num hospital de 100 leitos não obedeceram as normas técnicas pertinentes. E não pense que o Município aprendera alguma lição com aquele erro colossal, porque esta política hospitalar de construção, pouco importando o que se constrói, segue em vigor no Hospital Margarida, que também sofre com construções vazias há quase 20 anos, tempo em que tem sido administrado por aquela mesma turma do prefeito radialista.  Depois de inviabilizarem o pretenso hospital Santa Madalena, foram para o Hospital Margarida onde não pararam de construir desde então.      

Recentemente, o Dr. Sidney postou em seu perfil no Instagram uma série de vídeos exibindo imagens do interior de parte do que seria o pretenso hospital Santa Madalena, mostrando as irregularidades técnicas das obras, materiais sucateados e até um elevador que se encontra encostado, deteriorando-se no interior daquele edifício, já que foi comprado num tamanho muito maior do que o fosso existente, e, assim, diante de tamanha absurdo, o vereador acabou pressionando seu dedo contra a maior ferida do sistema de poder local, pois a situação atinge o ex-prefeito radialista e sua turma, atinge o atual prefeito Laércio, que ainda não deu uma solução técnica para aquela vergonha e atinge até o hospital Margarida pelos motivos já colocados.

Ocorre que o dono do jornal é na verdade marqueteiro de político. E ele já é, já foi, ou pretende ser marqueteiro de todos os políticos envolvidos na obra do Santa Madalena. Ele também troca matérias favoráveis de marketing político divulgadas no jornal por cargo no governo, como é caso  da chefia da Vigilância em Saúde local que é, atualmente, ocupada por sua filha. Assim, como o marqueteiro vê a imagem de seus clientes potencialmente exposta, como ocorrido nas postagens feitas pelo Dr. Sidney na função fiscalizadora do vereador, ele se vê obrigado a atingir a imagem de quem as expôs. A função do marqueteiro é a de construir a imagem de seus clientes enquanto desconstrói a imagem de seus opositores. Algo muito diferente do que é o papel de uma imprensa livre e desimpedida.

Um dos papeis da imprensa junto à comunidade é o de pautar, sistematicamente, os problemas locais até que eles sejam solucionados. Coisa que o jornal impresso jamais fez, muito menos em relação ao Santa Madalena.  Aliás, quem já deveria ter entrado naquele prédio e publicado as imagens divulgadas pelo Dr. Sidney era, justamente, o jornal impresso. Mas registre-se que ele fez o contrario, ao invés de divulgar a verdade que existe por detrás daquelas paredes, ele buscou desconstruir a imagem de quem as revelou.

Dr. Sidnei está de parabéns! Siga em frente.  

   


 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

TARIFAÇO DE TRUMP AFETA ARRECADAÇÃO EM JOÃO MONLEVADE

 

 Foto: https://oiguassu.com.br/o-tarifaco-de-trump-e-seus-impactos-no-sul-do-brasil/

Recentemente,  a Prefeitura de João Monlevade anunciou uma preocupante queda de 26, 2 milhões de reais na previsão de arrecadação de janeiro a setembro de 2025.

O desaquecimento no setor siderúrgico, atestado pelo fechamento da Usina da Guerdau, em maio do ano passado em Barão de Cocais e o cancelamento da duplicação da Usina de Monlevade, anunciado pela Arcelormittal no início do ano, têm impactado na arrecadação de receita do Município de João Monlevade, o primeiro parque siderúrgico do Brasil, com quase 200 anos de história metalúrgica.

Outro fator que também impacta no mau resultado da arrecadação do Município no corrente exercício fiscal de 2025 é o Tarifaço de Trump. Segundo  matéria publicada no
informativo econômico OFator, Monlevade foi o segundo município de Minas Gerais mais afetado pelo Tarifaço de Trump, com queda de 58,21% nas exportações, atrás apenas de Sete Lagoas.  

Diante do cenário pessimista, a prefeitura corre para fechar o ano sem ferir as diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal, anunciando desaceleração na execução de obras e diminuição na abrangência de serviços públicos.  Enfim, a conta salgada da chantagem trumpista de Eduardo Bolsonaro  para tentar livrar o pai, Jair Bolsonaro, da cadeia chegou. E quem vai pagá-la em maior intensidade é o monlevadense, com a queda de 58% nas exportações da Arclormittal para os EUA e a conseqüente perspectiva de desaceleração econômica, queda na arrecadação, desemprego e menor oferta de serviços públicos.    

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

PREFEITO QUESTIONA SOBRE O OURO NAS BARRAGENS DE REJEITO DE ITABIRA


 

Itabira enfrenta o pesadelo das barragens de rejeito da mineração do ferro associado ainda ao fantasma do encerramento da atividade no município.  Em meio a tudo isso, o prefeito Marco Antônio Lage questionou recentemente a mineradora Vale sobre a ocorrência de ouro na lama depositada nas barragens de mineração.

Segundo registros do minerálogo francês João Monlevade, já de 1853, ferro e ouro são indissociáveis em Minas Gerais. Monlevade descreveu que as maiores minas de ouro são encontradas entre as camadas de ferro. Itabira já viveu uma febre do ouro em que muitos garimpeiros ocuparam uma das barragens de rejeito da Vale e tiraram dela muito ouro (foto). Quando o minério de ferro é lavado para beneficiamento e dele não se tira o ouro, o último vai parar no rejeito.

E não é só no rejeito, Minas Gerais ainda tem muito ouro, só que o mineiro de hoje não pode minerá-lo. Com o ouro a 600 Reais o grama, quando se vê algum mineiro minerando ele está sendo preso porque não conseguiu regularizar a atividade. É incrível como o mineiro parou de minerar o ouro. Na época em que vivíamos sob o jugo português, podíamos minerar, recebíamos a concessão da lavra e éramos donos das minas de ouro. Hoje não somos donos de nada, somos proibidos de minerar e somos presos quando mineramos. Quanta saudade de Portugal! Queremos a revogação do Código de Mineração atual e restauração da vigência do Regimento de Minas de 1702 que nos permitia minerar.

O prefeito de Itabira está certíssimo. Deveriam instituir uma cooperativa e deixar o povo de Itabira minerar o ouro que existe nos milhões de metros cúbicos de lama das barragens de rejeito do município. Seria muito bom para a economia e também uma compensação por parte da mineradora pelas décadas de exploração de Itabira.     

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Lucão Eleito Presidente do PT


É excelente a notícia de que Lucão foi eleito presidente do PT de João Monlevade. Lucão tem muita formação política, o que o PT está precisando. E encontra-se mais apto a reconectar o PT com sua base. Lucão venceu a eleição com 122 votos contra 89 votos da segunda colocada, Isaura, que muito embora tenha levantado a bandeira da renovação, era a candidata do governo e da velha guarda do PT, desconectada da base e incapaz de fazer cumprir o conteúdo programático do partido no governo Laércio.  

Lucão tem sobretudo muito estomago para agüentar a velha guarda antiquada do PT. Já tive a oportunidade de acompanhar as coisas que acontecem dentro do PT e são de tirar o apetite de qualquer um, haja estomago.  O partido age exatamente como no enredo de um novela da Globo das 21 horas. Não há ciência política no PT de Monlevade. É cobra comendo cobra.  Um partido todo dividido em grupos que puxam os tapetes uns dos outros.

Vexame para o prefeito Laércio e seu gabinete que, apesar da máquina, não elegeram sua candidata. A eleição de Lucão para a presidência do PT  revela
uma base politicamente muito mais formada do que sua direção tradicional e o descontentamento da primeira com o governo Laércio. 

terça-feira, 8 de julho de 2025

DIGA NÃO À MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS EM JOÃO MONLEVADE


 

O governador Zema pretende transformar quatro escolas estaduais de João Monlevade em escolas cívico-militares. São elas as escolas Manuel Loureiro, Luiz Prisco, Geraldo Parreiras e Alberto Pereira Lima.

Primeiramente, é preciso chamar a atenção para a forma enganosa com que este modelo de escola é tratado, ou seja, escola cívico-militar. Não existe escola cívico-militar, ou ela é civil ou ela é militar. Então, o que verdadeiramente pretende o governador Zema é militarizar quatro escolas civis no Município.

Resta muito claro que a escola pública brasileira necessita de profundas reformas. Ela é visivelmente uma escola insuficiente, podendo ser chamada até de meia escola, já que funciona apenas em meio período e não é uma escola filosófica, isto é, aquela que ensina a pensar. Ao contrário, é uma escola excludente, historicamente muito voltada para a decoreba de conteúdos que não serão utilizados na vida do aluno, mas que são exigidos nos vestibulares, que são aqueles mecanismos que existem para impedir que os excluídos tenham acesso à universidade pública. Hoje o Enem substituiu os vestibulares.  No Brasil, 1 a cada 3 brasileiros é analfabeto funcional, que é aquele aluno que cursa a escola pública e, apesar disso, sai dela sem a capacidade de compreender o que lê. Poucas instituições sofreram tantas reformas degradantes e sabotadoras  quanto a escola pública brasileira nas últimas décadas. E os políticos sabotadores da escola são os mesmos que agora propõem a militarização delas. O Brasil tem hoje, disparado, a pior escola da América Latina.

Mas não será militarizando a escola pública que os profundos problemas da escola pública brasileira serão solucionados. Basta copiar as boas experiências dos outros países. Nenhum país desenvolvido do mundo tem um modelo de meia escola que funciona em apenas um turno como o Brasil. Também não há nenhum país desenvolvido no mundo que tenha um modelo de escola militarizado. Aliás, a destruição do modelo de escola pública brasileira se iniciou, justamente, durante a ditadura militar instalada a partir de 1964, quando, em 1966, os militares extirparam dos currículos escolares a matéria filosofia, que é a disciplina que ensina a pensar e passaram a deturpar a história lecionada nos bancos escolares. Na disciplina OSPB, por exemplo, muito marcante nas escolas durante o regime militar, ensinava-se que o verde e amarelo da bandeira brasileira representava, respectivamente, as matas e o ouro do Brasil. Quando na verdade, o verde tem origem no brasão da casa real des Orleans e Bragança, da qual descende Dom Pedro I e o amarelo, da casa real dos Habsburgo, da qual descende Dona Leopoldina.   O analfabetismo funcional brasileiro, cada dia maior, não é produto apenas da ineficiência para ensinar, ele também é resultado de uma escola não filosófica onde não se ensina a pensar.

Em relação a um modelo de escola de excelência para Minas, não é necessário ir muito longe. Minas tem modelo histórico de escola de excelência que foi o consagrado Colégio do Caraça, nada menos do que a maior Escola de Filosofia do Brasil, mascado ainda por sua incrível disciplina. Não é por menos que o Caraça ardeu em chamas em maio de 1968, ano mais conturbado da ditadura militar. Ditaduras militares não convivem com escolas de filosofia, que ensinam a pensar.

E este é o problema central, militarizar escolas é encomendar para o ensino público tudo aquilo que o Brasil viveu, tragicamente, durante a ditadura militar, como a censura, a truculência, a doutrinação, deturpação de conteúdo  e sobretudo a ausência da filosofia, tudo o que o Brasil não necessita para solucionar seu modelo de escola pública.  Na verdade o que o Brasil precisa é de uma modelo de escola de ensino integral que prepare o aluno para a vida e o habilite a pensar. E não matar de vez a disciplina filosofia, que é o que acontece quando as coisas são militarizadas, conforme é o histórico da ditadura pós 1964.  

Ademais, militar é aquele que faz o emprego da letalidade, ou seja, é aquele treinado para matar. E matar é algo completamente incompatível com o ensino que liberta.  Lugar de militar é no quartel.    

segunda-feira, 7 de julho de 2025

NO LUGAR DE UMA ESTÁTUA DE MONLEVADE O BUSTO DE PARENTE DO CHEFE DE GABINETE DO PREFEITO


 

Recentemente foi inaugurado um busto de bronze na Praça Sete de Setembro, a mais movimentada do Município. A cerimônia contou com a presença do prefeito, logo a instalação do busto em plena praça pública foi autorizada pelo chefe do Executivo.

Não vou citar o nome do homenageado nem da família dele que, é bom que se esclareça, pagou pela feitura do busto de bronze. Tanto é que optei por ilustrar esta postagem com uma foto do busto de costas. O objetivo desta matéria é demonstrar a incapacidade político-científica do gabinete do prefeito que, ao invés de se mover imbuído por causas públicas o faz com base em questões pessoais e domésticas.  

Logo que vi o busto instalado na praça e soube de que se tratava, entrei em contato com o chefe de gabinete do prefeito, Gentil Bicalho, que tem parentesco ascendente direto com o homenageado pelo busto, e perguntei o que motivava a homenagem na praça pública. Ele então me disse: “pessoas que tiveram participação efetiva na construção de nossa cidade, deveriam ser lembrados (sic) para sempre”. Então perguntei: desculpe minha ignorância, mas quais foram as participações ou realizações efetivas do homenageado na construção de João Monlevade? Ele não soube me responder, disse que verificaria com outro parente e não me retornou. Posteriormente, voltei a entrar em contato com ele que ainda hoje não me respondeu.

Acredito que o homenageado deva ter sido um pai maravilhoso, um avô excepcional e merecedor do busto. Contudo, relações domésticas de parentesco não podem autorizar a instalação de um busto na praça pública mais movimentada do Município. Monlevade foi construída por muitas famílias. A pergunta que não se cala é a seguinte: o busto foi instalado na praça porque o homenageado foi uma grande personalidade pública do Município ou ele foi instalado porque se trata de um parente do chefe de gabinete do prefeito? E agora, diante deste precedente e considerando que o povo monlevadense é constituído por muitas outras famílias, será que todas elas também estão autorizadas a instalar um busto de seu patriarca na praça pública?

Enquanto isso, no ano de 2027, ainda no mandato de Laércio, completar-se-ão os 200 anos da fixação de engenheiro e metalúrgico francês João Monlevade na sesmaria que daria origem ao Município;  200 anos do início da Expedição Monlevade pelos rios Doce e Piracicaba que transportou para cá as máquinas para sua pioneira Fábrica de Ferro e 200 anos do início da construção do Solar Monlevade. O João Monlevade foi a maior autoridade metalúrgica de Minas Gerais durante o século XIX e sua bem sucedida experiência industrial de produção do ferro a partir do carvão vegetal foi determinante para a instalação da Belgo-Mineria um século mais tarde. Não é por menos que o Município leva o seu nome. E não há nenhum busto ou estátua do francês João Monlevade instalada na Praça Sete ou em qualquer outro ponto da cidade. Quis o destino que Laércio fosse prefeito na data de comemoração dos 200 anos da fixação de Monlevade no Município.  Contudo, a depender do gabinete de Laércio, já é possível antever que diante deste marco histórico que se aproxima, não haverá homenagem nenhuma ao patrono do município. Não haverá estátua de Monlevade; o Museu e o Solar homônimos não serão entregues para o povo monlevadense e transformados num museu turístico; os ramos da Estrada Real local não serão reconhecidos; o Cemitério dos Escravos não será objeto de pesquisa; o parque histórico da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros também não será reconhecido; a batata-doce, principal produto agrícola da Fazenda Carvoeira e Fábrica de Ferro Monlevade também não será objeto do festival gastronômico; etc.

É o que eu sempre digo, o PT local não faz política científica, apenas política doméstica de compadres e comadres.             

 

quinta-feira, 12 de junho de 2025

CÓDIGO TRIBUTÁRIO: DESGASTE DO GOVERNO É NA PROPORÇÃO DO AUMENTO DE IMPOSTOS


Há muito tempo não se via um governo sofrer tanto desgaste político em João Monlevade quanto o que, atualmente, acontece com a administração Laércio Ribeiro em relação ao novo Código Tributário. Nos bastidores da política local não se fala em outra coisa. O sentimento é de inconformidade geral e a sensação é de abuso por parte da administração petista.  

O novo Código Tributário, aprovado pelo governo Laércio, PT, no apagar das luzes do exercício fiscal do ano passado, aumentou taxas e impostos municipais em mais de 100% em algumas situações, chegado a 200 ou a 300% de aumento em outras, o que tem gerado, com razão, muita indignação por parte dos pagadores de impostos e sociedade em geral.

Tudo articulado pelo gabinete de Laércio, que elaborou a nova legislação tributária municipal sem ouvir os diversos setores da atividade econômica local e sem ouvir as entidades representantes do contribuinte. O gabinete também não considerou o momento econômico difícil vivido pelo país, com a disparada da corrida inflacionária, nem a suspensão de processo de duplicação da capacidade produtiva da unidade local da Arcelormittal, que já havia sido anunciada, mesmo que de forma temporária, em setembro de 2024.  

Não há como negar que o Município perde competitividade econômica com o novo Código Tributário em relação aos municípios vizinhos, já que na sua vigência se tornou muito mais caro instalar e manter uma empresa em Monlevade, do que, por exemplo, em S. Gonçalo, Nova Era, S. D. do Prata e em muito dos casos até em Itabira.  O gabinete de Laércio, definitivamente, nunca ouviu falar em planejamento tributário empresarial. É óbvio que quando se aumenta imposto acima de 3%, mais a inflação do período dos últimos 12 meses, que não está baixa, o resultado político será a insatisfação popular.

A tendência é que, diante da nova realidade tributária desfavorável, empresas migrem para municípios vizinhos. É o PT exportando empregos e renda para fora de Monlevade.   

Chama ainda a atenção o silêncio sepulcral do governo diante do grande  imbróglio fiscal instalado. Mais uma vez, o gabinete escapa pela tangente diante de sua responsabilidade político-adminitrativa.  Enquanto os petistas se calam, movimento que visa a revogação do novo Código Tributário ganha força na Câmara de Vereadores.  Trata-se da maior barbeiragem jurídico-adminitrativa desde aquele governo, cujo prefeito, ao final, amargou 80% de rejeição popular, tendo que se exilar em Juiz de Fora por 10 anos e que é necessário que se diga, teve a participação do PT.    

O que não se pode negar é que o desgaste da administração tem sido do tamanho e na proporção do aumento dos tributos.



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terça-feira, 10 de junho de 2025

LAÉRCIO: UM GOVERNO DA TANGENTE

O prefeito de João Monlevade, Laércio Ribeiro, PT, chega perto de exercer 1/8 de seu terceiro exercício como chefe do executivo municipal, sem cumprir boa parte de suas promessas de campanha do mandato anterior.

E não são apenas vagas promessa que não são cumpridas. O PT e o gabinete de Laércio não abordam os maiores problemas do Município. Já há algum tempo é possível elencar o seguinte eixo de problemas centrais de João Monlevade: a péssima qualidade de um transporte público caro; a sujeira da cidade e a disposição inadequada do lixo doméstico, com reflexos para a dengue e, por fim, a falta de atendimento humanizado e profissional no Hospital Margarida.

Esses não os três maiores problemas enfrentados pelo Município há tempos. No entanto, o governo do petista Laércio Ribeiro age como se eles não existissem. O gabinete de Laércio, empossado há quatro anos e meio, não tem qualquer estratégia para enfrentá-los. Diante, do eixo temático Transporte público, limpeza e ordenamento públicos e política pública de gestão hospitalar o que se vê é o gabinete de Laércio escapando pela tangente, ou seja, uma ausência completa de governo.

Mas vou além, no caso, por exemplo, da limpeza pública, não acredito que apenas a substituição da empreiteira que presta o serviço seja o suficiente para resolver a grave situação de imundice geral que afeta a cidade. O histórico administrativo do município demonstra que apenas houve limpeza de fato quando a prefeitura prestou o serviço diretamente por meio da frente de trabalho, que é o que se esperava em se tratando de um governo do PT: a valorização do servidor público.  Ademais, a limpeza pública de ser conjugada com o ordenamento público, coisa que não existe na atual administração. O mau cidadão que despeja seu lixo nas ruas, praças e logradouros públicos não vê no prefeito a autoridade de quem pode impedi-lo de fazê-lo. O que fazem para limpar a cidade é apenas caiar os meio-fios.

Seja sobre qual tema central for, o gabinete e os assessores de Laércio sempre saem pela tangente, nunca abordam a questão central dos temas.  Veja, por exemplo, o caso da Cultura, que também é um tema importantíssimo. Fazem festas, festivais gastronômicos, mas nada tem a ver com história e a identidade local. O Solar e o Museu Monlevade seguem alheios a qualquer política pública cultural. Não há política de preservação da Vila Operária. Não há socorro ao Colégio Santana (promessa de campanha). Como se pode promover um festival gastronômico no Município, sem se abordar a batata-doce que foi o principal produto agrícola e ingrediente das cozinhas das senzalas e do Solar Monlevade?

Sair pela tangente diante das questões administrativas do Município pode parecer o caminho mais conveniente para que é, tecnicamente, apolítico. Contudo, a saída pela tangente sempre leva à perda da trajetória.     

quinta-feira, 3 de abril de 2025

GABINETE DE LAÉRCIO NÃO TEM ESTRATÉGIA PARA O HOSPITAL MARGARIDA


Muito embora subvencionado pelo Município de João Monlevade com repasses anuais milionários, o gabinete do prefeito Laércio Ribeiro (PT) não tem nenhuma estratégia política em relação ao Hospital Margarida.   

Passando por uma visível crise técnica generalizada que teve início com o cancelamento judicial do Bingo em 2016 e se desdobrou para a falta de atendimento humanizado e especializado da população, o Hospital Margarida tem sido alvo de inúmeras reclamações de pacientes e familiares nas redes sociais e até de protestos em praça pública, como foi o caso recente da morte do menino Kaíque, diagnosticado tardiamente naquela unidade hospitalar com o quadro de apendicite.  

O Hospital Margarida, quando era administrado pela Belgo-Mineira e posteriormente por entidades especialistas em gestão hospital, como a São Camilo e a Pró-Saúde foi referência em qualidade de atendimento a pacientes locais e regionais. Agora, que há cerca de 15 anos é administrado por uma entidade política, criada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, aquele mesmo que concebeu a ideia desastrosa de improvisar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal ao custo de muito mais de 22 milhões de reais em recursos públicos da saúde que evaporaram, o Hospital Margarida chega ao ápice de sua crise. Tudo à revelia do gabinete do prefeito.

Ora, como é o Município de João Monlevade que subvenciona o Pronto Socorro do hospital, a entidade que o administrará será sempre aquela com a qual o prefeito celebrar o convênio de repasse da subvenção. Vale dizer que, se o prefeito de João Monlevade resolver não renovar o convênio com a Associação São Vicente de Paulo de Carlos Moreira (ASVP) para celebrá-lo junto a uma outra entidade que seja especialista em gestão hospitalar, a ASVP terá que deixar o hospital.

Contudo não é o que acontece. Laércio chega a seu segundo mandato consecutivo como prefeito de João Monlevade, sem qualquer estratégia política neste sentido, apesar de todo o ônus político da crise no Hospital recair sobre os ombros do chefe do Executivo municipal. O PT de Monlevade, definitivamente, não é um partido político científico capaz de desmontar as estruturas políticas montadas por um adversário improbo com o único intuito de beneficiar apenas seu grupo político, já que não podendo concorrer às eleições, precisa de um lugar para acomodar seus afilhados políticos. Tudo em detrimento dos interesses da população.             

Assim, enquanto o povo sofre com o mau atendimento e crianças, como o menino Kaíque, perdem a vida em meio a um mar de incompetência, o gabinete de Laércio alimenta a sobrevida de um ex-prefeito inelegível que deveria estar afastado da vida pública. Hoje, como recentemente revelado pelo vice-presidente da ASVP,  o Hospital Margarida conta com 900 funcionários, numero demasiado inchado, que demonstra como a unidade hospitalar se transformou num cabide de empregos políticos. Ou o Hospital Margarida se dedica a atender o povo de João Monlevade ou ele se submete a interesses de grupos políticos, liderados por um ex-prefeito inelegível, com histórico desastroso de instalação de estrutura hospitalar. As duas coisas ao mesmo tempo, a crise velada da ASVP demonstra que o HM não as pode fazer. E enquanto isso, o gabinete de Laércio, que é médico histórico do hospital, segue omisso e de braços cruzados, enquanto, coniventemente, repassa verba milionária para a casa de saúde. É preciso responsabilidade política para alterar o lamentável estado de coisas vigente no único hospital da cidade, para que ele volte a ser administrado por uma entidade especialista em gestão hospitalar e possa se tornar novamente referencia regional em qualidade de atendimento. 

terça-feira, 18 de março de 2025

HOSPITAL MARGARIDA: ALTA COMPLEXIDADE DEMANDA ENTIDADE ESPECIALISTA EM GESTÃO HOSPITALAR


 

A imagem da Associação São Vicente de Paulo (ASVP/JM), entidade que administra o Hospital Margarida, nunca esteve tão ruim em João Monlevade. Desde o Golpe do Bingo, a imagem da ASVP/JM só vem declinando, em meio a muitas reclamações por atendimento humanizado e mais técnico, etc.

Recentemente, na tentativa de amenizar a situação, a ASVP divulgou vídeo nas redes sociais com o qual enfatizou sobre o funcionamento do setor de faturamento do hospital, revelou que a entidade conta com 900 empregados, informou que a casa está em dia com suas contas e que, por isso, está até construindo novo prédio para instalar ala de procedimentos de alta complexidade.

O que preocupa o povo é o atendimento desumano e de baixa qualidade técnica em muitos setores do HM. Faturar, todos sabem que a ASVP/JM fatura milhões. Ninguém quer ver imagens do setor de faturamento. A regra numero 1 do pensamento racional é que a imagem é enganosa. O povo quer não apenas ver, como também experimentar na prática é atendimento humanizado e muito mais técnico.  O número de 900 empregados demonstra que o hospital está inchado e se transformou num cabide político de empregos, já que é a mesma quantidade de funcionários diretos da Usina Siderúrgica local, até então o maior empregador privado no Município.   Falando em faturamento, esqueceu-se de esclarecer o vice presidente da ASVP/JM, durante o vídeo, se os recursos para o custeio do novo prédio já se encontram garantidos.  

Neste contexto, a grande pergunta é: será que a ASVP/JM se encontra, tecnicamente, apta a prestar serviços hospitalares de alta complexidade no Hospital Margarida? Casos cirúrgicos simples que o corpo técnico do hospital teve dificuldade em diagnosticar, recentemente, como apendicite e vesícula, inclusive a que levou a óbito o menino Kaíque de apenas 10 anos de idade, demonstram que a ASVP/JM não se encontra apta a prestar serviços de alta complexidade, porque ela não se trata de entidade especialista em gestão hospitalar.

Ocorre que, para melhor prestar os serviços de alta complexidade é, absolutamente, necessário que a entidade administradora do hospital seja especialista em gestão hospitalar, o que não é o caso da ASVP/JM.  A entidade que hoje administra não é especialista em gestão hospitalar, ela é apenas uma associação política que detém o título de filantropia. É por isso que, hoje, o HM tem imensa dificuldade em realizar diagnósticos cirúrgicos simples. Falta corpo técnico no hospital e sobram cargos políticos. Nos últimos anos, cerca de 20 médicos se desligaram do HM porque a ASVP/JM não os pagava salários compatíveis com o mercado. Falta cirurgião no Pronto Socorro do Hospital  porque o salário ofertado pela ASVP/JM é muito menor do que aqueles praticados em outros hospitais da região. E enquanto isso, a ASVP/JM jamais parou de construir e de executar obra de construção civil no HM. Para o cimento, a areia e os tijolos a ASVP/JM paga preço de mercado.  Na verdade, a especialidade da ASVP/JM é a de construção civil.

Com esta política de gestão hospitalar que privilegia a construção civil em detrimento da contratação de corpo técnico qualificado e gabaritado ficará até perigoso a ASVP/JM, que não é especialista em gestão hospitalar e detém histórico de falhas técnicas recentes, passar a administrar o setor de alta complexidade que estão construindo.  Será muito mais seguro para a população que, depois de construída e instalada a ala de alta complexidade, a Hospital Margarida volte a ser administrado por uma entidade especialista em gestão hospitalar.  Assim, desde já, dou início à campanha: para alta complexidade o Hospital Margarida necessita ser administrado por uma entidade especialista em gestão hospitalar. A ASVP/JM se esgotou em sua ânsia de construir algo que se encontra inabilitada para gerir. Passou da hora da mudança. Quantas crianças mais terão que perder a vida no hospital com diagnóstico tardio de apendicite para que a ASVP/JM seja substituída por uma entidade especialista em gestão hospitalar?