quarta-feira, 13 de agosto de 2025

PREFEITO QUESTIONA SOBRE O OURO NAS BARRAGENS DE REJEITO DE ITABIRA


 

Itabira enfrenta o pesadelo das barragens de rejeito da mineração do ferro associado ainda ao fantasma do encerramento da atividade no município.  Em meio a tudo isso, o prefeito Marco Antônio Lage questionou recentemente a mineradora Vale sobre a ocorrência de ouro na lama depositada nas barragens de mineração.

Segundo registros do minerálogo francês João Monlevade, já de 1853, ferro e ouro são indissociáveis em Minas Gerais. Monlevade descreveu que as maiores minas de ouro são encontradas entre as camadas de ferro. Itabira já viveu uma febre do ouro em que muitos garimpeiros ocuparam uma das barragens de rejeito da Vale e tiraram dela muito ouro (foto). Quando o minério de ferro é lavado para beneficiamento e dele não se tira o ouro, o último vai parar no rejeito.

E não é só no rejeito, Minas Gerais ainda tem muito ouro, só que o mineiro de hoje não pode minerá-lo. Com o ouro a 600 Reais o grama, quando se vê algum mineiro minerando ele está sendo preso porque não conseguiu regularizar a atividade. É incrível como o mineiro parou de minerar o ouro. Na época em que vivíamos sob o jugo português, podíamos minerar, recebíamos a concessão da lavra e éramos donos das minas de ouro. Hoje não somos donos de nada, somos proibidos de minerar e somos presos quando mineramos. Quanta saudade de Portugal! Queremos a revogação do Código de Mineração atual e restauração da vigência do Regimento de Minas de 1702 que nos permitia minerar.

O prefeito de Itabira está certíssimo. Deveriam instituir uma cooperativa e deixar o povo de Itabira minerar o ouro que existe nos milhões de metros cúbicos de lama das barragens de rejeito do município. Seria muito bom para a economia e também uma compensação por parte da mineradora pelas décadas de exploração de Itabira.     

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Lucão Eleito Presidente do PT


É excelente a notícia de que Lucão foi eleito presidente do PT de João Monlevade. Lucão tem muita formação política, o que o PT está precisando. E encontra-se mais apto a reconectar o PT com sua base. Lucão venceu a eleição com 122 votos contra 89 votos da segunda colocada, Isaura, que muito embora tenha levantado a bandeira da renovação, era a candidata do governo e da velha guarda do PT, desconectada da base e incapaz de fazer cumprir o conteúdo programático do partido no governo Laércio.  

Lucão tem sobretudo muito estomago para agüentar a velha guarda antiquada do PT. Já tive a oportunidade de acompanhar as coisas que acontecem dentro do PT e são de tirar o apetite de qualquer um, haja estomago.  O partido age exatamente como no enredo de um novela da Globo das 21 horas. Não há ciência política no PT de Monlevade. É cobra comendo cobra.  Um partido todo dividido em grupos que puxam os tapetes uns dos outros.

Vexame para o prefeito Laércio e seu gabinete que, apesar da máquina, não elegeram sua candidata. A eleição de Lucão para a presidência do PT  revela
uma base politicamente muito mais formada do que sua direção tradicional e o descontentamento da primeira com o governo Laércio. 

terça-feira, 8 de julho de 2025

DIGA NÃO À MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS EM JOÃO MONLEVADE


 

O governador Zema pretende transformar quatro escolas estaduais de João Monlevade em escolas cívico-militares. São elas as escolas Manuel Loureiro, Luiz Prisco, Geraldo Parreiras e Alberto Pereira Lima.

Primeiramente, é preciso chamar a atenção para a forma enganosa com que este modelo de escola é tratado, ou seja, escola cívico-militar. Não existe escola cívico-militar, ou ela é civil ou ela é militar. Então, o que verdadeiramente pretende o governador Zema é militarizar quatro escolas civis no Município.

Resta muito claro que a escola pública brasileira necessita de profundas reformas. Ela é visivelmente uma escola insuficiente, podendo ser chamada até de meia escola, já que funciona apenas em meio período e não é uma escola filosófica, isto é, aquela que ensina a pensar. Ao contrário, é uma escola excludente, historicamente muito voltada para a decoreba de conteúdos que não serão utilizados na vida do aluno, mas que são exigidos nos vestibulares, que são aqueles mecanismos que existem para impedir que os excluídos tenham acesso à universidade pública. Hoje o Enem substituiu os vestibulares.  No Brasil, 1 a cada 3 brasileiros é analfabeto funcional, que é aquele aluno que cursa a escola pública e, apesar disso, sai dela sem a capacidade de compreender o que lê. Poucas instituições sofreram tantas reformas degradantes e sabotadoras  quanto a escola pública brasileira nas últimas décadas. E os políticos sabotadores da escola são os mesmos que agora propõem a militarização delas. O Brasil tem hoje, disparado, a pior escola da América Latina.

Mas não será militarizando a escola pública que os profundos problemas da escola pública brasileira serão solucionados. Basta copiar as boas experiências dos outros países. Nenhum país desenvolvido do mundo tem um modelo de meia escola que funciona em apenas um turno como o Brasil. Também não há nenhum país desenvolvido no mundo que tenha um modelo de escola militarizado. Aliás, a destruição do modelo de escola pública brasileira se iniciou, justamente, durante a ditadura militar instalada a partir de 1964, quando, em 1966, os militares extirparam dos currículos escolares a matéria filosofia, que é a disciplina que ensina a pensar e passaram a deturpar a história lecionada nos bancos escolares. Na disciplina OSPB, por exemplo, muito marcante nas escolas durante o regime militar, ensinava-se que o verde e amarelo da bandeira brasileira representava, respectivamente, as matas e o ouro do Brasil. Quando na verdade, o verde tem origem no brasão da casa real des Orleans e Bragança, da qual descende Dom Pedro I e o amarelo, da casa real dos Habsburgo, da qual descende Dona Leopoldina.   O analfabetismo funcional brasileiro, cada dia maior, não é produto apenas da ineficiência para ensinar, ele também é resultado de uma escola não filosófica onde não se ensina a pensar.

Em relação a um modelo de escola de excelência para Minas, não é necessário ir muito longe. Minas tem modelo histórico de escola de excelência que foi o consagrado Colégio do Caraça, nada menos do que a maior Escola de Filosofia do Brasil, mascado ainda por sua incrível disciplina. Não é por menos que o Caraça ardeu em chamas em maio de 1968, ano mais conturbado da ditadura militar. Ditaduras militares não convivem com escolas de filosofia, que ensinam a pensar.

E este é o problema central, militarizar escolas é encomendar para o ensino público tudo aquilo que o Brasil viveu, tragicamente, durante a ditadura militar, como a censura, a truculência, a doutrinação, deturpação de conteúdo  e sobretudo a ausência da filosofia, tudo o que o Brasil não necessita para solucionar seu modelo de escola pública.  Na verdade o que o Brasil precisa é de uma modelo de escola de ensino integral que prepare o aluno para a vida e o habilite a pensar. E não matar de vez a disciplina filosofia, que é o que acontece quando as coisas são militarizadas, conforme é o histórico da ditadura pós 1964.  

Ademais, militar é aquele que faz o emprego da letalidade, ou seja, é aquele treinado para matar. E matar é algo completamente incompatível com o ensino que liberta.  Lugar de militar é no quartel.    

segunda-feira, 7 de julho de 2025

NO LUGAR DE UMA ESTÁTUA DE MONLEVADE O BUSTO DE PARENTE DO CHEFE DE GABINETE DO PREFEITO


 

Recentemente foi inaugurado um busto de bronze na Praça Sete de Setembro, a mais movimentada do Município. A cerimônia contou com a presença do prefeito, logo a instalação do busto em plena praça pública foi autorizada pelo chefe do Executivo.

Não vou citar o nome do homenageado nem da família dele que, é bom que se esclareça, pagou pela feitura do busto de bronze. Tanto é que optei por ilustrar esta postagem com uma foto do busto de costas. O objetivo desta matéria é demonstrar a incapacidade político-científica do gabinete do prefeito que, ao invés de se mover imbuído por causas públicas o faz com base em questões pessoais e domésticas.  

Logo que vi o busto instalado na praça e soube de que se tratava, entrei em contato com o chefe de gabinete do prefeito, Gentil Bicalho, que tem parentesco ascendente direto com o homenageado pelo busto, e perguntei o que motivava a homenagem na praça pública. Ele então me disse: “pessoas que tiveram participação efetiva na construção de nossa cidade, deveriam ser lembrados (sic) para sempre”. Então perguntei: desculpe minha ignorância, mas quais foram as participações ou realizações efetivas do homenageado na construção de João Monlevade? Ele não soube me responder, disse que verificaria com outro parente e não me retornou. Posteriormente, voltei a entrar em contato com ele que ainda hoje não me respondeu.

Acredito que o homenageado deva ter sido um pai maravilhoso, um avô excepcional e merecedor do busto. Contudo, relações domésticas de parentesco não podem autorizar a instalação de um busto na praça pública mais movimentada do Município. Monlevade foi construída por muitas famílias. A pergunta que não se cala é a seguinte: o busto foi instalado na praça porque o homenageado foi uma grande personalidade pública do Município ou ele foi instalado porque se trata de um parente do chefe de gabinete do prefeito? E agora, diante deste precedente e considerando que o povo monlevadense é constituído por muitas outras famílias, será que todas elas também estão autorizadas a instalar um busto de seu patriarca na praça pública?

Enquanto isso, no ano de 2027, ainda no mandato de Laércio, completar-se-ão os 200 anos da fixação de engenheiro e metalúrgico francês João Monlevade na sesmaria que daria origem ao Município;  200 anos do início da Expedição Monlevade pelos rios Doce e Piracicaba que transportou para cá as máquinas para sua pioneira Fábrica de Ferro e 200 anos do início da construção do Solar Monlevade. O João Monlevade foi a maior autoridade metalúrgica de Minas Gerais durante o século XIX e sua bem sucedida experiência industrial de produção do ferro a partir do carvão vegetal foi determinante para a instalação da Belgo-Mineria um século mais tarde. Não é por menos que o Município leva o seu nome. E não há nenhum busto ou estátua do francês João Monlevade instalada na Praça Sete ou em qualquer outro ponto da cidade. Quis o destino que Laércio fosse prefeito na data de comemoração dos 200 anos da fixação de Monlevade no Município.  Contudo, a depender do gabinete de Laércio, já é possível antever que diante deste marco histórico que se aproxima, não haverá homenagem nenhuma ao patrono do município. Não haverá estátua de Monlevade; o Museu e o Solar homônimos não serão entregues para o povo monlevadense e transformados num museu turístico; os ramos da Estrada Real local não serão reconhecidos; o Cemitério dos Escravos não será objeto de pesquisa; o parque histórico da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros também não será reconhecido; a batata-doce, principal produto agrícola da Fazenda Carvoeira e Fábrica de Ferro Monlevade também não será objeto do festival gastronômico; etc.

É o que eu sempre digo, o PT local não faz política científica, apenas política doméstica de compadres e comadres.             

 

quinta-feira, 12 de junho de 2025

CÓDIGO TRIBUTÁRIO: DESGASTE DO GOVERNO É NA PROPORÇÃO DO AUMENTO DE IMPOSTOS


Há muito tempo não se via um governo sofrer tanto desgaste político em João Monlevade quanto o que, atualmente, acontece com a administração Laércio Ribeiro em relação ao novo Código Tributário. Nos bastidores da política local não se fala em outra coisa. O sentimento é de inconformidade geral e a sensação é de abuso por parte da administração petista.  

O novo Código Tributário, aprovado pelo governo Laércio, PT, no apagar das luzes do exercício fiscal do ano passado, aumentou taxas e impostos municipais em mais de 100% em algumas situações, chegado a 200 ou a 300% de aumento em outras, o que tem gerado, com razão, muita indignação por parte dos pagadores de impostos e sociedade em geral.

Tudo articulado pelo gabinete de Laércio, que elaborou a nova legislação tributária municipal sem ouvir os diversos setores da atividade econômica local e sem ouvir as entidades representantes do contribuinte. O gabinete também não considerou o momento econômico difícil vivido pelo país, com a disparada da corrida inflacionária, nem a suspensão de processo de duplicação da capacidade produtiva da unidade local da Arcelormittal, que já havia sido anunciada, mesmo que de forma temporária, em setembro de 2024.  

Não há como negar que o Município perde competitividade econômica com o novo Código Tributário em relação aos municípios vizinhos, já que na sua vigência se tornou muito mais caro instalar e manter uma empresa em Monlevade, do que, por exemplo, em S. Gonçalo, Nova Era, S. D. do Prata e em muito dos casos até em Itabira.  O gabinete de Laércio, definitivamente, nunca ouviu falar em planejamento tributário empresarial. É óbvio que quando se aumenta imposto acima de 3%, mais a inflação do período dos últimos 12 meses, que não está baixa, o resultado político será a insatisfação popular.

A tendência é que, diante da nova realidade tributária desfavorável, empresas migrem para municípios vizinhos. É o PT exportando empregos e renda para fora de Monlevade.   

Chama ainda a atenção o silêncio sepulcral do governo diante do grande  imbróglio fiscal instalado. Mais uma vez, o gabinete escapa pela tangente diante de sua responsabilidade político-adminitrativa.  Enquanto os petistas se calam, movimento que visa a revogação do novo Código Tributário ganha força na Câmara de Vereadores.  Trata-se da maior barbeiragem jurídico-adminitrativa desde aquele governo, cujo prefeito, ao final, amargou 80% de rejeição popular, tendo que se exilar em Juiz de Fora por 10 anos e que é necessário que se diga, teve a participação do PT.    

O que não se pode negar é que o desgaste da administração tem sido do tamanho e na proporção do aumento dos tributos.



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terça-feira, 10 de junho de 2025

LAÉRCIO: UM GOVERNO DA TANGENTE

O prefeito de João Monlevade, Laércio Ribeiro, PT, chega perto de exercer 1/8 de seu terceiro exercício como chefe do executivo municipal, sem cumprir boa parte de suas promessas de campanha do mandato anterior.

E não são apenas vagas promessa que não são cumpridas. O PT e o gabinete de Laércio não abordam os maiores problemas do Município. Já há algum tempo é possível elencar o seguinte eixo de problemas centrais de João Monlevade: a péssima qualidade de um transporte público caro; a sujeira da cidade e a disposição inadequada do lixo doméstico, com reflexos para a dengue e, por fim, a falta de atendimento humanizado e profissional no Hospital Margarida.

Esses não os três maiores problemas enfrentados pelo Município há tempos. No entanto, o governo do petista Laércio Ribeiro age como se eles não existissem. O gabinete de Laércio, empossado há quatro anos e meio, não tem qualquer estratégia para enfrentá-los. Diante, do eixo temático Transporte público, limpeza e ordenamento públicos e política pública de gestão hospitalar o que se vê é o gabinete de Laércio escapando pela tangente, ou seja, uma ausência completa de governo.

Mas vou além, no caso, por exemplo, da limpeza pública, não acredito que apenas a substituição da empreiteira que presta o serviço seja o suficiente para resolver a grave situação de imundice geral que afeta a cidade. O histórico administrativo do município demonstra que apenas houve limpeza de fato quando a prefeitura prestou o serviço diretamente por meio da frente de trabalho, que é o que se esperava em se tratando de um governo do PT: a valorização do servidor público.  Ademais, a limpeza pública de ser conjugada com o ordenamento público, coisa que não existe na atual administração. O mau cidadão que despeja seu lixo nas ruas, praças e logradouros públicos não vê no prefeito a autoridade de quem pode impedi-lo de fazê-lo. O que fazem para limpar a cidade é apenas caiar os meio-fios.

Seja sobre qual tema central for, o gabinete e os assessores de Laércio sempre saem pela tangente, nunca abordam a questão central dos temas.  Veja, por exemplo, o caso da Cultura, que também é um tema importantíssimo. Fazem festas, festivais gastronômicos, mas nada tem a ver com história e a identidade local. O Solar e o Museu Monlevade seguem alheios a qualquer política pública cultural. Não há política de preservação da Vila Operária. Não há socorro ao Colégio Santana (promessa de campanha). Como se pode promover um festival gastronômico no Município, sem se abordar a batata-doce que foi o principal produto agrícola e ingrediente das cozinhas das senzalas e do Solar Monlevade?

Sair pela tangente diante das questões administrativas do Município pode parecer o caminho mais conveniente para que é, tecnicamente, apolítico. Contudo, a saída pela tangente sempre leva à perda da trajetória.     

quinta-feira, 3 de abril de 2025

GABINETE DE LAÉRCIO NÃO TEM ESTRATÉGIA PARA O HOSPITAL MARGARIDA


Muito embora subvencionado pelo Município de João Monlevade com repasses anuais milionários, o gabinete do prefeito Laércio Ribeiro (PT) não tem nenhuma estratégia política em relação ao Hospital Margarida.   

Passando por uma visível crise técnica generalizada que teve início com o cancelamento judicial do Bingo em 2016 e se desdobrou para a falta de atendimento humanizado e especializado da população, o Hospital Margarida tem sido alvo de inúmeras reclamações de pacientes e familiares nas redes sociais e até de protestos em praça pública, como foi o caso recente da morte do menino Kaíque, diagnosticado tardiamente naquela unidade hospitalar com o quadro de apendicite.  

O Hospital Margarida, quando era administrado pela Belgo-Mineira e posteriormente por entidades especialistas em gestão hospital, como a São Camilo e a Pró-Saúde foi referência em qualidade de atendimento a pacientes locais e regionais. Agora, que há cerca de 15 anos é administrado por uma entidade política, criada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, aquele mesmo que concebeu a ideia desastrosa de improvisar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal ao custo de muito mais de 22 milhões de reais em recursos públicos da saúde que evaporaram, o Hospital Margarida chega ao ápice de sua crise. Tudo à revelia do gabinete do prefeito.

Ora, como é o Município de João Monlevade que subvenciona o Pronto Socorro do hospital, a entidade que o administrará será sempre aquela com a qual o prefeito celebrar o convênio de repasse da subvenção. Vale dizer que, se o prefeito de João Monlevade resolver não renovar o convênio com a Associação São Vicente de Paulo de Carlos Moreira (ASVP) para celebrá-lo junto a uma outra entidade que seja especialista em gestão hospitalar, a ASVP terá que deixar o hospital.

Contudo não é o que acontece. Laércio chega a seu segundo mandato consecutivo como prefeito de João Monlevade, sem qualquer estratégia política neste sentido, apesar de todo o ônus político da crise no Hospital recair sobre os ombros do chefe do Executivo municipal. O PT de Monlevade, definitivamente, não é um partido político científico capaz de desmontar as estruturas políticas montadas por um adversário improbo com o único intuito de beneficiar apenas seu grupo político, já que não podendo concorrer às eleições, precisa de um lugar para acomodar seus afilhados políticos. Tudo em detrimento dos interesses da população.             

Assim, enquanto o povo sofre com o mau atendimento e crianças, como o menino Kaíque, perdem a vida em meio a um mar de incompetência, o gabinete de Laércio alimenta a sobrevida de um ex-prefeito inelegível que deveria estar afastado da vida pública. Hoje, como recentemente revelado pelo vice-presidente da ASVP,  o Hospital Margarida conta com 900 funcionários, numero demasiado inchado, que demonstra como a unidade hospitalar se transformou num cabide de empregos políticos. Ou o Hospital Margarida se dedica a atender o povo de João Monlevade ou ele se submete a interesses de grupos políticos, liderados por um ex-prefeito inelegível, com histórico desastroso de instalação de estrutura hospitalar. As duas coisas ao mesmo tempo, a crise velada da ASVP demonstra que o HM não as pode fazer. E enquanto isso, o gabinete de Laércio, que é médico histórico do hospital, segue omisso e de braços cruzados, enquanto, coniventemente, repassa verba milionária para a casa de saúde. É preciso responsabilidade política para alterar o lamentável estado de coisas vigente no único hospital da cidade, para que ele volte a ser administrado por uma entidade especialista em gestão hospitalar e possa se tornar novamente referencia regional em qualidade de atendimento. 

terça-feira, 18 de março de 2025

HOSPITAL MARGARIDA: ALTA COMPLEXIDADE DEMANDA ENTIDADE ESPECIALISTA EM GESTÃO HOSPITALAR


 

A imagem da Associação São Vicente de Paulo (ASVP/JM), entidade que administra o Hospital Margarida, nunca esteve tão ruim em João Monlevade. Desde o Golpe do Bingo, a imagem da ASVP/JM só vem declinando, em meio a muitas reclamações por atendimento humanizado e mais técnico, etc.

Recentemente, na tentativa de amenizar a situação, a ASVP divulgou vídeo nas redes sociais com o qual enfatizou sobre o funcionamento do setor de faturamento do hospital, revelou que a entidade conta com 900 empregados, informou que a casa está em dia com suas contas e que, por isso, está até construindo novo prédio para instalar ala de procedimentos de alta complexidade.

O que preocupa o povo é o atendimento desumano e de baixa qualidade técnica em muitos setores do HM. Faturar, todos sabem que a ASVP/JM fatura milhões. Ninguém quer ver imagens do setor de faturamento. A regra numero 1 do pensamento racional é que a imagem é enganosa. O povo quer não apenas ver, como também experimentar na prática é atendimento humanizado e muito mais técnico.  O número de 900 empregados demonstra que o hospital está inchado e se transformou num cabide político de empregos, já que é a mesma quantidade de funcionários diretos da Usina Siderúrgica local, até então o maior empregador privado no Município.   Falando em faturamento, esqueceu-se de esclarecer o vice presidente da ASVP/JM, durante o vídeo, se os recursos para o custeio do novo prédio já se encontram garantidos.  

Neste contexto, a grande pergunta é: será que a ASVP/JM se encontra, tecnicamente, apta a prestar serviços hospitalares de alta complexidade no Hospital Margarida? Casos cirúrgicos simples que o corpo técnico do hospital teve dificuldade em diagnosticar, recentemente, como apendicite e vesícula, inclusive a que levou a óbito o menino Kaíque de apenas 10 anos de idade, demonstram que a ASVP/JM não se encontra apta a prestar serviços de alta complexidade, porque ela não se trata de entidade especialista em gestão hospitalar.

Ocorre que, para melhor prestar os serviços de alta complexidade é, absolutamente, necessário que a entidade administradora do hospital seja especialista em gestão hospitalar, o que não é o caso da ASVP/JM.  A entidade que hoje administra não é especialista em gestão hospitalar, ela é apenas uma associação política que detém o título de filantropia. É por isso que, hoje, o HM tem imensa dificuldade em realizar diagnósticos cirúrgicos simples. Falta corpo técnico no hospital e sobram cargos políticos. Nos últimos anos, cerca de 20 médicos se desligaram do HM porque a ASVP/JM não os pagava salários compatíveis com o mercado. Falta cirurgião no Pronto Socorro do Hospital  porque o salário ofertado pela ASVP/JM é muito menor do que aqueles praticados em outros hospitais da região. E enquanto isso, a ASVP/JM jamais parou de construir e de executar obra de construção civil no HM. Para o cimento, a areia e os tijolos a ASVP/JM paga preço de mercado.  Na verdade, a especialidade da ASVP/JM é a de construção civil.

Com esta política de gestão hospitalar que privilegia a construção civil em detrimento da contratação de corpo técnico qualificado e gabaritado ficará até perigoso a ASVP/JM, que não é especialista em gestão hospitalar e detém histórico de falhas técnicas recentes, passar a administrar o setor de alta complexidade que estão construindo.  Será muito mais seguro para a população que, depois de construída e instalada a ala de alta complexidade, a Hospital Margarida volte a ser administrado por uma entidade especialista em gestão hospitalar.  Assim, desde já, dou início à campanha: para alta complexidade o Hospital Margarida necessita ser administrado por uma entidade especialista em gestão hospitalar. A ASVP/JM se esgotou em sua ânsia de construir algo que se encontra inabilitada para gerir. Passou da hora da mudança. Quantas crianças mais terão que perder a vida no hospital com diagnóstico tardio de apendicite para que a ASVP/JM seja substituída por uma entidade especialista em gestão hospitalar?           

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

DECLÍNIO DE LULA ABRIRÁ ESPAÇO PARA ADVENTO DA NOVA ESQUERDA

 A situação não anda nada boa para o Lula. A impopularidade do presidente é crescente e sem perspectiva de melhora diante dos erros de seu governo. Tem pesado na avaliação de seu terceiro mandato a disparada do processo inflacionário, principalmente em relação ao alto preço dos combustíveis e dos alimentos.

Mas depois de, pelo menos 10 aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis, o resultado não poderia ser outro. Ou será que o PT achava que ao adotar a política de variação galopante de preços que se verificou nos últimos 2 anos na Petrobras e não haveria efeito negativo para economia? Neste tema, outro erro do PT foi a omissão com que tratou a tragédia climática no Rio Grande dos sul, um dos maiores produtores de alimentos do país, responsável por nada menos do que 70% da produção nacional de arroz.  Na ocasião, para não contrariar o interesse dos agricultores rurais gaúchos que temiam a queda dos preços de seus produtos, o PT optou pela não importação de alimentos. Novamente, o resultado não poderia ser outro. Diante da destruição das lavouras e da opção governamental pela não importação de alimentos, a conseqüência só poderia ser inflacionária. O correto teria sido importar alimentos e, ao mesmo tempo, socorrer os produtores rurais com linhas de crédito e até subsídios para o restabelecimento das lavouras, etc, etc, o que não aconteceu. Colhemos agora o resultado da inação do PT. E toda inação ou é proposital ou resultado da alienação. No caso do PT, a alienação é política, no sentido científico.

O PT nunca enxergou a política como a ciência que ela é. E por isso, hoje é visível o esgotamento político de Lula. Os cientistas políticos que existiam abandonaram o partido em função do “Mensalão”. E para realmente mudar o Brasil será precisa a adoção de um nível político-científico alto. Infelizmente, o petista contemporâneo, ao contrário, é de um nível político muito baixo. Ele não mais tem formação política e é muito influenciado pela mídia nacional conservadora, como a TV e suas novelas desprezíveis. Veja a Janja, por exemplo, a primeira-dama nada protocolar do Brasil. A Janja é o mais fiel retrato do petista médio contemporâneo. Toda vez que ela abre a boca, Camões se debate no túmulo, tamanha é a dificuldade gramatical da primeira-dama. De cada dez palavras pronunciadas, duas ou três são inglesas, o que atesta alto grau de alienação identitária. E ainda fica dando trela para figuras abomináveis como a Xuxa, por exemplo, a atriz pornô que a Rede Globo apresentou como referência de mídia para a criança brasileira nas décadas passadas, dando início ao processo de alienação infantil que hoje produz “pais e mães” de 10, 11 ou 12 anos de idade. Como uma criança de 12 anos pode ser mãe se ela é, juridicamente, menor e, portanto, não conta com discernimento para administrar nem a própria vida, quanto menos a de um recém-nascido? E quanto aos estudos? Será que uma criança da periferia que se torna mãe aos 12 anos de idade terá condições de terminar os estudos? É isso que a primeira-dama quer para a infância brasileira ao convidar Xuxa para “estrelar” campanha de vacinação? E por falar em Janja, infância brasileira e Rio Grande do Sul, lembro-me muito bem que em meio a tragédia climática que atingiu aquele estado brasileiro, produzindo órfãos, milhares de crianças desabrigadas, flageladas e desencontradas de suas famílias, a primeira-dama do Brasil se encontrava, ostensivamente, engajada no salvamento do cavalo Caramelo e de cães de rua.  Até adotou alguns deles e os levou para o palácio. E não vou nem discorrer sobre as dezenas de milhões de crianças brasileiras que se encontram segregadas nos guetos a que se chamam favelas, totalmente abandonadas pelo Estado, em condições subumanas de vida e que são, totalmente, invisíveis aos olhos da primeira-dama do Brasil, que, como se não bastasse, ainda contribui para o isolamento político do presidente, porque não permite reuniões políticas no Palácio da Alvorada.

O PT está se exaurido e nos próximos anos perderá o protagonismo político que deteve no país nas últimas décadas, assim como ocorreu com o PSDB, diante do advento recente da extrema-direita no Brasil.  Então, a decadência de Lula e do PT abrirá espaço para o surgimento de uma nova esquerda brasileira, muito mais científica, reformista e, portanto, capaz de transformar o Brasil e de, finalmente, conduzi-lo ao desenvolvimento pleno.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

A FILHA DO MARQUETEIRO/JORNALISTA NO MAIS LETAL SURTO DE DENGUE DA HISTÓRIA DE JOÃO MONLEVADE


 

Sabe aquele jornal impresso que circula há décadas no Município, nos dias de sexta-feira? Pois é... os leitores pegam aquilo para ler, buscando se informar e achando se tratar de conteúdo jornalístico, quando na verdade a maioria das matérias veiculadas naquele tablóide é produto  de marketing ora contratado diretamente, ora indiretamente e até mesmo trocado por cargo em algum governo.

É que o dono do jornal da sexta-feira, além de se autodeclarar jornalista, também é marqueteiro de tudo quanto é político no Município. Geralmente, quando é período de eleição, ele se declara marqueteiro em busca de contratação. Terminada a eleição, ele passa a se autodeclarar jornalista, apesar de não possuir formação acadêmica na área.  Assim, ele é remunerado duas vezes, quando é contratado pelos políticos e quando vende jornal.

O primeiro problema é que ao divulgar as muitas matérias de marketing que estampam o seu jornal, ele desinforma a população, violando a ética profissional do jornalismo ao não identificá-las como oriundas de contrato de marketing. Veja o que diz o Código de Ética do jornalista sobre o tema:

Art. 12. O jornalista deve:

[...]

IV - informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;

[...]

Assim, como o jornal chama-se “A Notícia” e não “O Marketing” e as matérias publicitárias não são identificadas como tal, conforme é o dever ético do jornalista, o leitor acaba se desinformando pensando se tratar de conteúdo jornalístico, quando na verdade tudo é produto de marketing vendido ou trocado por cargo na administração publica.   

Veja o que acontece em João Monlevade, por exemplo. Toda a semana, o jornal vem recheado de fotos e de matérias favoráveis ao governo local, etc, expondo claro viés publicitário,  sem a devida identificação imposta pelo inciso IV, do artigo 12 do Código de Ética do Jornalista, o que induz o leitor a acreditar que aquilo guarda alguma relação com a realidade, quando na verdade se trata de matéria de marketing trocada por cargo na prefeitura. Veja na ficha funcional em anexo, emitida pelo Portal da Transparência,  que a filha do dono do jornal, a servidora comissionada, Viviane Ambrósio Passos, ocupa o cargo de chefe da Vigilância em Saúde do Município, recebendo o salário de R$ 7.455,65, mesmo sem apresentar qualificação específica para a função. Veja o que também diz o Código de Ética do jornalista sobre o tema:           

Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:

 I - visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;

[...]

Vale dizer que, desde que a filha assumiu o cargo comissionado na Vigilância em Saúde, o jornal A Notícia se encontra, tecnicamente, impedido de divulgar matérias sobre a administração municipal, por haver conflito de interesse. Contudo, tanto o impresso quanto o próprio marqueteiros jamais deixaram de fazê-lo.    

E o resultado tem sido catastrófico para a Democracia Monlevadense e letal para a saúde pública o Município. Além de vir conduzindo, há décadas, o eleitor a erro, sobretudo no momento do voto, confundindo-o com conteúdo publicitário não identifico e, portanto, travestido de matéria jornalística, Monlevade ainda não tem tido imprensa que cumpra a sua função de pautar os problemas da cidade, já que o marqueteiro jamais vai expor ao público a ineficiência de seus clientes, muito menos a do patrão da filha dele. E como se já não bastasse todo o efeito negativo que um órgão de imprensa, eivado de suspeição e não isento, pode causar à Democracia que, ao contrário, exige uma imprensa livre, a aparelhagem do marqueteiro na administração pública local já consumiu a vida de um número expressivo de monlevadenses.

Não é coincidência que justamente sob a chefia da filha do dono do jornal na Vigilância em Saúde o Município venha sofrendo o pior e mais letal surto de dengue de sua história. Apenas no ano passado, foram 5 casos confirmados de mortes no Município pela dengue e outros 10 casos suspeitos, sobre os quais nada se informou, muito menos pelo jornal do pai dela. Em 2024, João Monlevade viveu seu mais letal surto de dengue, sem que a chefe da Vigilância Sanitária, Viviane Ambrósio Passos, tivesse emitido sequer um único boletim epidemiológico.  Também houve negligência nas autuações epidemiológicas, necessárias à habilitação do carro fumacê para combate da dengue.

O segundo mês de 2025 já está terminando e tudo segue armado para o prosseguimento da tragédia da dengue no Município, inclusive o aparelhamento do órgão competente para o combate da doença. É como sempre digo, não há como obter resultado diferente, agindo sempre da mesma forma.  E o marqueteiro ainda se gaba de fazer isso há quase quarenta anos.  A regra é simples, não dê ouvidos a quem é $uspeito para se manifestar.